Seres Vivos Alienígenas Podem Possuírem Células Ou Vírus Que Apresentam Retículos Endoplasmáticos Que Realizam Tanto A Via Dos Ácidos Graxos (FAS) Quanto A Via Do Mevalonato (MVA) E A Via Do Metil-Eritritol Fosfato (MEP) Ao Mesmo Tempo Segundo A Ciência

 Uma das coisas mais marcantes sobre a humanidade é sem sombras de dúvidas sua capacidade de querer saber o porquê de todas existirem,analisando cautelosamente tudo o que elas acharem pela frente,já que mesmo os lixos de nossas próprias residências podem serem um "baú" de novas descobertas científicas essenciais para compreendermos o funcionamento do Universo e sabermos o porquê dele existir,porém para entendermos isso,temos que saber os motivos de sua existência:O Cosmos é tão biodiversificável e tão rico em novas formas de vidas inéditas e intrigantes que atualmente acreditamos que praticamente qualquer planeta e lua do Universo pode ser habitável e possuir suas próprias formas de vidas incomuns com características evolutivas inauditas e singulares,por exemplo algumas espécies alienígenas podem serem formadas por células (no caso das espécies celuladas) ou por vírus (no caso das espécies aceluladas) que possuem retículos endoplasmáticos que realizam tanto a Via dos Ácidos Graxos (FAS) quanto a Via do Mevalonato (MVA) e a Via do Metil-Eritritol Fosfato (MEP) ao mesmo tempo neles,de modo a trazer vários benefícios evolutivos para seus seres vivos,especialmente pelo fato das três vias metabólicas juntas garantirem que a síntese lipídica fique altamente resistente a diferentes condições ambientais e metabólicas,mesmo aquelas extremas e utilizem uma quantidade muito maior de carbono (C) para sintetizar lipídeos como ácidos graxos e isoprenoides,por exemplo,garantindo assim uma regulação precisa da produção e da utilização deles por assegurar um controle refinado da produção deles de maneira independente entre si,apenas ajustando as atividades enzimáticas de cada via metabólica,o que permitirá assim que seus seres vivos se adaptem facilmente a diversos sinais ambientais e metabólicos,mesmo aqueles extremos,apenas ajustando a proporção de isoprenoides e de ácidos graxos produzidos por eles,o que assegurar um controle refinado da permeabilidade e da fluidez das membranas das organelas,das vesículas e de suas células (no caso das espécies celuladas) ou de seus vírus (no caso das espécies aceluladas),permitindo assim que seus seres vivos se adaptem facilmente a diferentes condições ambientais e metabólicas hostis para a vida como aqueles com níveis extremos de radiações,de temperaturas,de salinidades,de pHs,de íons,de secas,de pressões,de pressões osmóticas e túrgicas,de substâncias químicas tóxicas,de toxinas e de metais pesados tóxicos,por exemplo,por causa disso e por facilitar a síntese de ácidos graxos e de isoprenoides complexos antioxidantes,osmoprotetores e isolantes térmicos e radioativos,na realidade a integração das três vias metabólicas nos retículos endoplasmáticos permitirá uma produção de isoprenoides e de ácidos graxos incomuns com propriedades físico-químicas únicas que possibilitarão a formação de novas vias metabólicas desconhecidas aqui na Terra,além disso a realização da Via dos Ácidos Graxos (FAS),da Via do Mevalonato (MVA) e da Via do Metil-Eritritol Fosfato (MEP) ao mesmo tempo nos retículos endoplasmáticos garantirá uma otimização luxuosa da via metabólica das proteínas mal-dobradas (UPR) por tornar as membranas reticulares endoplasmáticas mais finamente organizadas e permitir a reposição constante da composição química lipídica delas,minimizando ao máximo o surgimento de estresses em seus retículos endoplasmáticos por causa de proteínas mal-dobradas ou mal-enoveladas e oferecendo uma biogênese mais sofisticada dessas organelas,o que aumentará ainda mais a eficiência dessas vias metabólicas de defesa de seus seres vivos,além disso,a presença das três vias metabólicas nesses retículos endoplasmáticos otimizará de forma significativa a glicosilação proteica nos retículos endoplasmáticos por facilitar a produção de dolichol que é um isoprenoide essencial para a glicosilação proteica que ocorre nessas organelas,na realidade a presença simultânea dessas três vias metabólicas nesses retículos endoplasmáticos facilitará de forma significativa a síntese de hormônios esteroides como testosterona,estrogênio e cortisol,por exemplo,e de esteróides como ergosterol,fitosterol e colesterol,por exemplo,que são seus precursores e a síntese de moléculas sinalizadoras lipídicas,além disso,a presença simultânea da Via dos Ácidos Graxos (FAS),da Via do Mevalonato (MVA) e da Via do Metil-Eritritol Fosfato (MEP) nesses retículos endoplasmáticos permitirá um controle refinado na formação e na composição dos rafts lipídicos que são domínios especializados nas membranas reticulares endoplasmáticas ricos em colesterol e em esfingolipídeos,regulando assim precisamente a função das proteínas de membrana e a sinalização metabólica de seus seres vivos de um modo geral,além disso,a presença simultânea delas neles garantirá que seus retículos endoplasmáticos sintetizem uma quantidade ideal de isoprenoides e de ácidos graxos para as células-filhas (no caso das espécies celuladas) ou para os vírus-filhos (no caso das espécies aceluladas) durante suas divisões,evitando assim erros durante tal processo metabólico que torna-o ineficiente e garantindo assim uma formação refinada de tecidos e de órgãos,além de permitir uma expressão gênica altamente luxuosa dos genes envolvidos em seus retículos endoplasmáticos,além de permitir um controle preciso e refinado da autofagia (degradação de organelas disfuncionais),da apoptose (morte celular ou viral programada) e da senescência (envelhecimento celular ou viral precose),garantindo assim que suas células (no caso das espécies celuladas) ou que seus vírus (no caso das espécies aceluladas) apenas morram quando necessário,evitando assim o surgimento de cânceres e de tumores que são propensos a aparecerem em ambientes extremos.
 Curiosamente,irei mostrar como acontece cada via metabólica abaixo:

I. VIA DO MEVALONATO

 Duas moléculas de acetil-CoA se condensa para formar acetoacetil-CoA e CoA pela enzima acetil-CoA acetiltransferase (também conhecida como 'tiolase') que irá se confensar com uma molécula de acetil-CoA e uma molécula de água (H2O) para formar 3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA (HMG-CoA) e CoA pela enzima HMG-CoA sintase que será reduzido a mevalonato ao reagir com dois prótons (H+) e duas moléculas de NADPH e produzirá também duas moléculas de NADPH+ e CoA pela enzima HMG-CoA redutase que será fosforilado a mevalonato-5-fosfato ao reagir com uma molécula de ATP pela enzima mevalonato que também produzirá uma molécula de ADP durante a reação química,então o mevalonato-5-fosfato será fosforilado a 5-pirofosfomevalonato pela enzima fosfomevalonato quinase que também produzirá uma molécula de ADP durante a reação química,então o 5-pirofosfomevalonato será descarboxilado e desidratado pela enzima pirofosfomevalonato descarboxilase para produzir isopentenil pirofosfato (IPP),produzindo também uma molécula de ADP,uma molécula de dióxido de carbono (CO₂) e um fósforo inorgânico (Pi) durante a reação química,então o isopentenil pirofosfato (IPP) será isomerado a dimetilalil pirofosfato (DMAPP) pela enzima isopentenil pirofosfato isomerase ou pela enzima isopentenil difosfato isomerase (IDI),terminando assim o ciclo da Via do Mevalonato.
 Agora as enzimas isoprenil difosfato sintases (IDSs) também conhecidas como peniltransferases adicionam moléculas de isopentenil pirofosfato (IPP) nas cadeias de prenil já preexistentes ou à molécula de dimetilalil pirofosfato (DMAPP) sintetizado na Via do Mevalonato até atingir um comprimento desejado dependendo do isoprenoide a ser sintetizado como:A enzima Farnesil Pirofosfato Sintase (FPPS) que sintetiza o isoprenoide de 15 carbonos (C) farnesil pirofosfato (FPP),a enzima Geranilgeranil Pirofosfato Sintase (GGPPS) que sintetiza o isoprenoide 20 carbonos (C) geranilgeranil pirofosfato (GGPP),a enzima Esqualeno Sintase (SQS) que sintetiza o triterpeno de 30 carbonos (C) esqualeno que é o precursor do colesterol e de outros isoprenoides ao dimerizar de forma redutiva duas moléculas de farnesil pirofosfato (FPP) e a enzima Fitoeno Sintase (PSY) que sintetiza o fitoeno que é o precursor dos carotenoides ao condensar duas moléculas de geranilgeranil pirofosfato (GGPP),por exemplo.
 
II. VIA DO METIL-ERITRITOL FOSFATO (MEP)

 Uma molécula de piruvato reage com uma molécula de gliceraldeído-3-fosfato (G3P) para produzir 1-deoxi-D-xilulose-5-fosfato (DXP) e uma molécula de água (H2O) pela enzima DXP sintase (DXS) (abreviatura para 1-deoxi-D-xilulose-5-fosfato sintase (DXS)) que será isomerado a 2-C-metil-D-eritritol-4-fosfato (MEP) pela enzima DXP redutoisomerase (DXR ou IspC) ao reagir com uma molécula de NADPH e um próton (H+),produzindo também uma molécula de NADP+ durante a reação química,então o 2-C-metil-D-eritritol-4-fosfato (MEP) é citidililtransferido para formar 4-(citidina 5'-difosfo)-2-C-metil-D-eritritol (CDP-ME) pela enzima MEP citidililtransferase (IspD) que será fosforilado a 2-fosfo-4-(citidina 5'-difosfo)-2-C-metil-D-eritritol (CDP-MEP) ao reagir com uma molécula de ATP pela enzima CDP-ME quinase (IspE) que será então ciclizado a 2-C-metil-D-eritritol-2,4-ciclodifosfato (MEcPP) pela enzima MECPS sintase (IspF),liberando uma molécula de citidina monofosfato (CMP) durante a reação química que será reduzido a (E)-4-hidroxi-3-metil-but-2-enil pirofosfato (HMBPP) ao reagir com uma molécula de ferrodoxina reduzida pela enzima HMBPP sintase (IspG) que é então reduzido a dimetilalil pirofosfato (DMAPP) pela enzima HMBPP redutase (IspH),liberando também uma molécula de água (H2O) e uma molécula de ferrodoxina oxidada durante a reação química,terminando assim a Via do Metil-Eritritol Fosfato (MEP).
Agora as enzimas isoprenil difosfato sintases (IDSs) também conhecidas como peniltransferases adicionam moléculas de isopentenil pirofosfato (IPP) nas cadeias de prenil já preexistentes ou à molécula de dimetilalil pirofosfato (DMAPP) sintetizado na Via do Metil-Eritritol Fosfato (MEP) até atingir um comprimento desejado dependendo do isoprenoide a ser sintetizado como:A enzima Farnesil Pirofosfato Sintase (FPPS) que sintetiza o isoprenoide de 15 carbonos (C) farnesil pirofosfato (FPP),a enzima Geranilgeranil Pirofosfato Sintase (GGPPS) que sintetiza o isoprenoide 20 carbonos (C) geranilgeranil pirofosfato (GGPP),a enzima Esqualeno Sintase (SQS) que sintetiza o triterpeno de 30 carbonos (C) esqualeno que é o precursor do colesterol e de outros isoprenoides ao dimerizar de forma redutiva duas moléculas de farnesil pirofosfato (FPP) e a enzima Fitoeno Sintase (PSY) que sintetiza o fitoeno que é o precursor dos carotenoides ao condensar duas moléculas de geranilgeranil pirofosfato (GGPP),por exemplo.

III. VIA DOS ÁCIDOS GRAXOS (FAS)

 A enzima acetil-CoA carboxilase carboxila o acetil-CoA para formar malonil-CoA utilizando uma molécula de biotina como cofator que reagir com um íon de bicarbonato (HCO₃⁻) utilizando uma molécula de ATP para formar carbonil que será transferido para uma proteína transportadora de acila (ACP) pela enzima malonil-CoA-ACP transacilase (MT),então isso uma outra molécula de acetil-CoA transfere seu acetil para outra proteína transportadora de acila (ACP) pela enzima acetil-CoA-ACP transacilase (AT),então a enzima β-cetoacil-ACP sintase (KS) condensa o malonil e o acetil provindos das etapas anteriores para formar β-cetoacil-ACP que será reduzido a β-hidroxil pela enzima β-cetoacil-ACP redutase (KR) utilizando NADPH como cofator que será desidratado a enoyl-ACP pela enzima  β-hidroxiacil-ACP desidratase (DH) formando uma ligação dupla entre os carbonos α e β que será reduzido a acil-ACP saturado pela enzima enoyl-ACP redutase (ER) que tem dois carbonos a mais do que o acetil-ACP original. Então,o ciclo se repete várias vezes até atingir um tamanho desejado,produzindo assim o ácido graxo desejado,geralmente o palmitato que nesse caso o ciclo deverá rodar sete vezes para isso acontecer,sempre adicionando dois carbonos a cada volta no ciclo,utilizando o malonil-CoA como doador desses carbonos a cada ciclo pela enzimas alongases de ácidos graxos que condensa uma molécula de malonil-CoA com a cadeia de acil-CoA,reduzindo também o grupo ceto dela a uma hidroxila (OH-) que será removido da cadeia para torná-la saturada,porém há várias isoformas de alongases de ácidos graxos para comprimentos de cadeias lipídicas e para graus de insaturação diferentes dependendo da cadeia lipídica referente em si.
 É importante ressaltarmos que aqui na Terra,principalmente animais possuem todas as enzimas envolvidas na síntese de ácidos graxos integradas diretamente umas às outras num complexo enzimático formado por dois dímeros enzimáticos conhecido como "ácido graxo sintase (FAS)" e após o término do ciclo da síntese de ácidos graxos produzindo geralmente o palmitato que é um ácido graxo de dezesséis carbonos,ele é removido do complexo enzimático pela enzima tioesterase (TE),enquanto que em bactérias terráqueas,elas estão separadas,demonstrando-nos que a vida alienígena pode usar as mesmas estratégias da vida terráquea e ser altamente biodiversificável.
 Além disso,assim como qualquer outro ácido graxo,o palmitato pode ser elongado por enzimas alongases de ácidos graxos (ELOVL) como a enzima ELOVL6 que adiciona dois carbonos ao palmitato para formar estearato que possui dezoito carbonos em sua cadeia,mas também utilizada ácidos graxos saturados de 12 a 16 carbonos para produzi-lo também,a enzima ELOVL5 que utiliza ácidos graxos insaturados e saturados de 20 carbonos para produzir ácidos graxos de 22 carbonos,a enzima ELOVL4 que utiliza ácidos graxos insaturados e saturados de cadeias muito longas,especialmente aqueles com 28 carbonos em suas cadeias para formar ácidos graxos com cadeias carbônicas ainda maiores e a enzima ELOVL1 que utilizam ácidos graxos saturados e monoinsaturados de cadeias muito longas para formar ácidos graxos com cadeias carbônicas ainda maiores,por exemplo,sempre condensando uma molécula de malonil-CoA com uma cadeia de ácido graxo já preexistente,reduzindo seu grupo ceto a hidroxil e posteriormente removendo a hidroxila da cadeia lipídica em crescimento,formando assim uma cadeia lipídica com dois carbonos extras.

*OBS I:É importante ressaltarmos que seres vivos não-arqueanos erráqueos também utilizam tais vias metabólicas,sendo que a Via do Metil-Eritritol Fosfato (MEP) está ausente em animais e em fungos terráqueos,mas em um contexto alienígena pode está presente em qualquer reino biológico.
*OBS II:Algumas espécies extraterrestres podem utilizarem tais retículos endoplasmáticos para sintetizarem tanto fosfolipídios de éter quanto fosfolipídios de éster para as membranas plasmáticas de suas células (no caso das espécies celuladas) ou de seus vírus (no caso das espécies aceluladas) e das organelas presentes em seus ambientes.
*OBS III:Algumas espécies extraterrestres podem terem mecanismos de regulação diferentes daqueles encontrados aqui na Terra para tais vias metabólicas,utilizarem enzimas com estruturas e formas daquelas encontradas nos seres vivos terráqueos conhecidos e serem codificadas por genes homólogos,mas diferentes ou terem diferenças nas sequências de aminoácidos nelas,especialmente aquelas extremófilas.


Foto de José Aldeir de Oliveira Júnior,fundador do blog A Química Extradimensional,do blog A Astronomia Extradimensional,do blog A Matemática Extradimensional,do blog A Física Extradimensional e do blog A Possível Vida Alienígena Que Pode Existir,sendo um dos crentes de que podem haverem alienígenas formados por células (no caso das espécies celuladas) ou por vírus (no caso das espécies aceluladas) que possuem retículos endoplasmáticos que realizam a Via dos Ácidos Graxos (FAS),a Via do Mevalonato (MVA) e a Via do Metil-Eritritol Fosfato (MEP) ao mesmo tempo em outros lugares do Universo.



Seres Vivos Alienígenas Podem Possuírem Células Ou Vírus Que Apresentam Retículos Endoplasmáticos Que Realizam Tanto A Via Dos Ácidos Graxos (FAS) Quanto A Via Do Mevalonato (MVA) E A Via Do Metil-Eritritol Fosfato (MEP) Ao Mesmo Tempo Segundo A Ciência © 2025 by José Aldeir de Oliveira Júnior is licensed under Creative Commons Attribution 4.0 International

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